Thursday, June 09, 2005

 

Ondas digitais

Profissionais não vêem na internet uma ameaça ao rádio, mas leque de oportunidades

Para os estudantes que sonham e alguns profissionais que atuam em emissoras de rádio, a Internet incialmente se apresentou como ameaça. No início, pois hoje a Internet é vista como ferramenta para a mídia radiofônica.

A segunda edição do Radioativo, projeto dos alunos da disciplina de Projeto Experimental em Rádio, vem explicitar algumas questões sobre isso.

Afonso Antunes Motta, presidente da Associação Gaúcha das Empresas de Rádio e Televisão(Agert), foi um dos palestrantes do Radioativo e acredita que a digitalização do rádio é mais uma novidade que vem modificar o mercado, e não provocar demissões. “As oportunidades de trabalho estão se renovando”, explica Motta.

O presidente da Agert também destaca a importância das tecnologias para um aprimoramento na relação com os ouvintes. “A programação local terá força. Os ouvintes devem e querem influenciar, participar mais”, prevê Motta.

A qualidade na programação pode e deve ser mantida através de novos formatos, interatividade e inovação. Idéia defendida tanto por Motta quanto pelo jornalista Paulo Gilvani, da agência Radioweb , que também palestrou no Radioativo. Gilvani destacou a alternativa em formatos de veiculação de programação. “Hoje temos o celular, pode ser pela Internet, via satélite”, descreve o jornalista. Durante a palestra ele abriu aos estudantes arquivos da Radioweb, que tem sedes em Porto Alegre e Brasília.

São feitos diariamente mais de 9.000 downloads de notícias na Radioweb. Número que mostra a diversidade em produção de conteúdo no país. A maioria das rádios que utilizam o serviço na Radioweb são do interior do país, que realizam programações mais regionalizadas.

Marcelo do Amaral

Tuesday, June 07, 2005

 

Edição On-line na Unisinos

Curso possibilita a alunos experiência em redação de veículos on-line

Começou na tarde desta terça-feira o curso Edição em Jornalismo On-line – Case: Festival Internacional de Publicidade de Gramado , realizado na Agência Experimental de Comunicação (AGEXCOM), da Unisinos. O objetivo do curso é colocar os alunos de comunicação em contato direto com os contratempos da redação de um site de conteúdo jornalístico. “Quero saber como funciona uma redação de verdade”, diz Carlos Alamada, um dos alunos participantes do curso. Um hot site foi criado especialmente para a ocasião do festival ,que acontece entre os dias 8 e 10 de junho, na Expogramado.

“A intenção é fazer os alunos praticarem a edição de conteúdo para veículos on-line, aproveitando o gancho do festival”, destaca Miro Bacin, professor de jornalismo que está ministrando o curso e é editor-chefe do Portal3 .

Além da prática textual, outro ponto que Bacin destaca é que os alunos saiam do curso sabendo estabelecer relações entre edição e webdesign. “Além de saber redigir para web é importante saber que tipo de fonte usar, onde e como colocar uma foto, que cor usar em hyperlinks”, diz o professor. Quatro repórteres do Portal3 estarão em Gramado durante o festival. “Estaremos em contato permanente com a agência, através de e-mail ou telefone, sempre passando novas informações do festival”, diz Lisie Venegas, uma das repórteres escaladas para ir até a serra trazer as informações.

Um blog foi desenvolvido para que os repórteres da agência publiquem suas impressões e experiências durante o festival. Brainstorm foi o nome escolhido, termo utilizado para designar uma das etapas do processo de criação nas agências de publicidade. O festival tem início às 18 horas de amanhã, com uma solenidade que reunirá autoridades e profissionais numa premiação que lembrará os destaques do último ano. Marcelo do Amaral

 

Mídia na mídia

Revistas em formatos diversos começam a se espalhar na rede. E é revista mesmo.

A pioneira foi a editora Magwerk , com as publicações Play Music Magazine, Encore Magazine e Probe. A primeira abordando música, a segunda design e a terceira jogos eletrônicos. São paginadas, como qualquer periódico a venda em bancas de revistas. Porém, na web e de graça.

Gustavo Rodrigues, diretor de criação da agência de internet Rage , acredita que houve um engano na produção de conteúdo web. “O formato atual de publicação em web é meio confuso e acaba não informado justamente pelo excesso de informações”, diz Rodrigues, que também está desenvolvendo uma publicação nesses moldes, a Mescla . Além de um novo formato para publicação em web, essas revistas possibilitam a utilização de novos recursos, tanto na hora da edição das matérias como para os anunciantes divulgarem produtos. A Worked Magazine disponibiliza em entrevistas vídeos e fotos dentro da mesma página da revista, sem abrir novas janelas. “É uma nova proposta publicitária, que leva as agências a querer investir nesse novo formato. Todo mundo quer estar onde tem novidade”, destaca Rodrigues.

A Web Pick possibilita ao internauta o download das edições. O leitor faz o download de um arquivo compactado em seu computador. Após a descompactação, um arquivo executável dá acesso à revista, que também é paginada, porém, dentro do próprio computador e sem depender de uma conexão de banda larga para poder navegar e ler o conteúdo. Esta revista traz muitas informações sobre novidades na web.

Marcelo do Amaral

Tuesday, May 24, 2005

 

XII Bienal Internacional do Livro do Rio - Imaginário do Autor

O espaço Imaginário do Autor, na 12o Bienal Internacional do Livro do Rio , foi um grande sucesso. Diversos nomes da literatura passaram pelo espaço. Onde falaram um pouco sobre as inspirações na hora de criar histórias que trabalham a imaginação de crianças, adolescentes e adultos. Entre os destaques do espaço estiveram os escritores Miguel Paiva e Luiz Alfredo Garcia-Roza , que passaram pelo espaço no dia 19 de maio, falando sobre o tema “Meu personagem, meu fantasma”. Paiva conhecido pelo seu trabalho com a personagem Radical Chic, Garcia-Roza pelo detetive Espinosa, que protagoniza suas histórias.

“Tem vezes que eu desenho a Radical Chic numa situação mais sensual, meio despida, e me excito!”, descreve Miguel Paiva as sensações de quando cria sua personagem. Sua relação com a Radical Chic é romântica, trata ela como se fosse uma esposa. “É o casamento que mais durou em minha vida”, diz o autor que faz jus ao tema do debate. Ele também falou de seu personagem Gatão de Meia idade, que publica diariamente em diversos jornais. "Tem gente que diz: o Paiva anda de mau humor, é só olhar colunas dele", diz o escritor e cartunista.

Gracia-Roza já descreve, ou melhor, não descreve o Espinosa. Prefere apenas criar as situações onde o personagem está inserido, sem descrevê-lo em demasia. “Eu na verdade criei uma lacuna, mais do que um personagem. Quero que os leitores inventem o Espinosa”, justifica o autor, que migrou da psicanálise para os romances policiais.

Leia mais:

História dos quadrinhos no Brasil

Sessões de autógrafos na Bienal

Marcelo do Amaral

Tuesday, May 10, 2005

 

Paulo Markun na aula inaugural

Na última terça-feira, 12, o jornalista e apresentador do programa Roda Viva da TV Cultura, Paulo Markun, esteve na Unisinos para palestrar na Aula Inaugural das Ciências da Comunicação. O Auditório do Centro de Ciências Jurídicas foi o palco deste encontro e levou cerca de 200 alunos ao local.Markun a situação para divulgar seu novo livro, O sapo e o Príncipe, que faz um paralelo entre as histórias do presidente Luis Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Tive a idéia de lançar esse livro depois de trabalhar durante quatro meses na campanha eleitoral para a presidência de Lula”, contou Markun.

Há sete anos ele comanda o programa Roda Viva, que traz sempre um entrevistado de renome para debater temas polêmicos. Exibido às segundas-feiras na TV Cultura, o programa tem audiência média de um ponto no Ibope. “Programas de entretenimento não são o alvo da emissora. Por isso os índices de audiência são tão baixos”, afirmou o apresentador.

Markun falou sobre sua trajetória no jornalismo e das peculiaridades que a área da comunicação possui. “O jornalista precisa ser um curioso, ter ousadia, determinação e ambição”, afirmou.

Ele chamou atenção dos alunos para a importância de se ter espírito de mudança e disse que a idéia de melhorar o mundo deve ser uma constante na profissão. Na carreira ela teve boas experiências. “Passei por 48 empregos. Me demiti e fui demitido. Minha ética determinou minhas escolhas”, relatou. O apresentador defendeu a melhora na grade curricular dos cursos de comunicação. “O inglês, a filosofia e o português são importantes ferramentas para competir no mercado”.

As novas tecnologias, impulsionadas pelo celular, foram um dos pontos abordados no evento. Markun vê os aparelhos móveis como uma mídia revolucionária. “Desenvolvi uma proposta de conteúdo para celulares”, adiantou ele, que não quis dar mais detalhes sobre o projeto. Paulo Markun, que hoje tem 50 anos, admitiu que quando era estudante de comunicação da Universidade de São Paulo (USP), era a favor da regulamentação da carreira. Porém, atualmente, se mostra contra esta idéia. “Quem estuda é melhor do que aquele que nunca passou pela universidade”, diz.

Markun concluiu a palestra dizendo que o jornalista é um contador de histórias e, como tal, deve fazê-lo da melhor forma possível.

Arrumei algumas frases do texto da Lisie Venegas, que estavam um pouco confusas, devido a expressões e extensão das sentenças. Adiocionei alguns links no texto para "abrir" a navegação de quem lê a notícia e procurar informações sobre insituições e publicações citadas.

Tuesday, April 19, 2005

 

Debate Inaugural

Markun sai da rotina e promove um grande debate sobre comunicação durante sua palestra. Além de contar suas histórias, critica universidades e maus profissionais.

Entre comentários sobre os cursos de comunicação e histórias da profissão, o jornalista paulista Paulo Markun fez a aula inaugural do Centro de Ciências da Comunicação da Unisinos. Enquanto todos esperavam uma apresentação de seu novo livro, O Sapo e o Príncipe(Objetiva/2005), Markun surpreendeu, convidando todos para um bate-papo e troca de experiências com os alunos e professores presentes.

Integrante da equipe liderada por Duda Mendonça na campanha de Lula à presidência, em 2002, Markun revelou alguns segredos que levaram o Brasil a ter o presidente mais votado da história da democracia. “Informação se faz em pequenos grupos, não apenas na mídia. Mas na conversa entre amigos, no bar e na rua. Foi onde Luís Inácio Lula da Silva ganhou a eleição de 2002”, afirmou o palestrante que também deu dicas aos universitários presentes: “Vocês precisam ter ousadia, ambição e determinação”.

Passados 48 empregos em veículos de comunicação e com formação em jornalismo pela FAAP, em São Paulo, Markun destacou a importância de três disciplinas que deveriam fazer parte dos currículos das universidades: língua inglesa, português e filosofia. Dando grande ênfase para inglês, lembrando que perdeu um trabalho de correspondente da CNN no Brasil em função de não ter inglês fluente. “O mínimo que uma universidade pode disponibilizar aos alunos pelo preço que cobram”, protestou Markun a favor dos alunos.

Outro ponto de destaque da aula inaugural foi quando alunos abordaram nas perguntas temas como política e ética da profissão. “Não basta ter vontade política para mudar as coisas”, respondeu Markun quando perguntado se o governo Lula estava lhe agradando. Âncora do programa Roda Viva, da TV Cultura, Markun atacou também programas como Big Brother, da Rede Globo, e outros noticiosos policiais. Sobre o reality show, diz que é impossível informar através de um programa desse nível, onde os participantes não tem nada a dizer. Quanto aos programas de temática policial, critica de forma áspera. “Não vale tudo pela notícia, tentam conseguir audiência através do sensacionalismo”.

A última frase de Markun, que encerrou a aula inaugural, chamou atenção e provocou discussões após a palestra: “comunicação não é ciência, é técnica”.

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Tuesday, April 05, 2005

 

Termina relação de sete anos com FMI

O encerramento do contrato com o FMI pode proclamar a independência econômica do país

O acordo não renovado na última segunda-feira 29 põe fim a sete anos de relacionamento entre o governo brasileiro e o Fundo Monetário Internacional(FMI). Iniciado ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1998, o acordo renovado em 2002 pelo próprio FHC, teve sua revisão aprovada dia 22 e venceria no próximo dia 31. Durante o governo de Itamar Franco, ainda em 1994, quando FHC era ministro da Fazenda, houve o pagamento dos juros referentes à dívida com o fundo. Quitação possível devido a estabilidade econômica gerada pelo lançamento do Real. Porém, em 1998, com as crises da Rússia e Ásia, o Brasil ficou com sua economia vulnerável, obrigando o então presidente FHC a pedir novo socorro.

Dos US$ 41,75 bilhões disponibilizados pelo fundo ao Brasil em 1998, foram sacados US$ 26,3 bilhões. O FMI foi criado em 1945 com o intuito de socorrer de crises econômicas os países participantes do fundo. Cada país possui uma cota proporcional a sua participação na economia mundial. Quando um país solicita ajuda do fundo, uma equipe de economistas do FMI faz uma revisão da história econômica do país necessitado e, a partir desta análise, determina alguma medidas a serem tomadas e definem os valores necessários para a recuperação.Sendo assim, os Estados Unidos possuem a maior cota e, conseqüentemente, participa das principais decisões tomadas pelo FMI.

Com o rompimento do acordo, o Brasil poderá utilizar os valores maiores em investimentos e aliviar um pouco a política fiscal. Porém, ainda este ano, o Brasil terá de pagar US$ 8,2 bilhões, em 2006 US$ 9,26 bilhões e em 2007 US$ 9,16 bilhões.

Leia mais sobre o fim do acordo


Sunday, March 27, 2005

 

Markun está no juri

Markun(à direita na foto), na loja Eurico, em São Paulo.

O palestrante da aula inaugural da Unisinos, Paulo Markun, está fazendo parte do júri de um concurso de crônicas. O site das lojas Eurico, especializada em calçados de números grandes, está promovendo um concurso de crônicas com o tema "pés grandes".

Além de Markun, estão no júri também os jornalistas Wagner Carelli e Carolina Vargas. A premiação é um vale compras nas lojas Eurico, nos valores de 300, 200 e 100 reais, respectivamente, para primeiro, segundo e terceiro colocado. Quer saber mais, vai lá: www.eurico.com.br.


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